Caio Fernando Abreu só pensa em escrever.
Sinto uma certa urgência. Isto é porque nos sentimos o tempo todo muito imortais. Só no momento em que se passa por uma situação limite é que a gente se dá conta que a vida é breve. Aí você acorda: Há coisas para fazer. Me lembro do Cazuza quando disse: "Eu vi a cara da morte e ela estava viva". (Caio concedeu ao Jornal da Tarde, de São Paulo. A entrevista com o titulo acima, conduzida pelo jornalista Walmaro Paz, e publicada em 11 de outubro de 1994, e eu nem pensava em nascer).