Cheia de riscos.

 
Escuta, de uma vez,
 eu poderia dizer que voltamos à estaca zero,
 mas esta foi cravada no dia que a gente se encontrou.
Depois de tirar um pouco os pés do chão,
 caímos juntos e abraçados num poço escuro e vazio e sem fim.
 
Agora estamos no negativo,
a gente simplesmente deve algo um pro outro.
E nem vem, não adianta, quem ama o difícil, muito fácil lhe parece.
Sei da sua indolência,
 mas quero tentar mesmo assim,
 porque já não dá mais pra passar um dia sem que minha história conte um pouco da sua.
 
 Cada vez que eu for até sua boca,
é um degrau de subida,
 a gente já foi fundo,
fundo demais,
não há mais como cair.
 
De agora em diante, o maior risco que a gente corre é ser feliz.

3 comentários:

Danilo MM disse...

Não há volta, nunca somos os mesmos.

Tallita Monteiro disse...

Concordo...nada teria graça se não fosse a arte de alguns riscos!

bjss

Luiz Fernando disse...

👏👏👏